segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Retomando a blenorragia


Terminei de ler ontem o segundo volume da obra-prima Black Hole, do fantagráfico Charles Burns. Admirável. Em primeiro lugar, a arte do álbum é sensacional, com um traço extremamente cuidadoso, quase mecânico. Em segundo lugar, é um livro completamente autoral.
A história se passa nos arredores de Seattle, na década de 70, e conta a história de uma estranha epidemia que se alastra através de contato sexual entre os jovens da região, manifestando-se das mais diversas fomas, desde pequenas manchas até as mais bizarras mutações. Pode-se dizer que é uma metáfora bem explícita da epidemia da SIDA (Síndrome da ImunoDeficiência Adquirida, ou AIDS), mostrando preconceito e ignorância da sociedade em geral contrapondo-se a alguns lampejos de compreensão e tolerância de poucos indivíduos. Eu disse que retomaria o tópico da blenorragia através de uma ficção, pois a minha satisfação não foi plena com aquele post. Pois bem, aí está: uma ficção. Não é minha, não é sobre gonorréia, mas é quase. Uma coisa é certa: vale a pena ler.

4 comentários:

Leo Furtado disse...

comprei os dois livros mas não tive tempo de ler ainda :(

maumau disse...

muito bala mesmo

Maxwell disse...

Black Hole é foda mesmo, to pesquisando agora pra ler outros trabalhos do Mr Burns

maumau disse...

Posso fazer uma lista de outros livros com teor parecido. Tem muita coisa boa por ai... quem sabe em um próximo post.

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